domingo, 9 de outubro de 2016

Visita ao Inhotim

A galeria escolhida para seguir o roteiro de visita foi a Galeria Psicoativa Tunga.
O edifício foi planejado especialmente para abrigar as obras de Tunga e usa de recursos muito interessantes para esse fim.
O caminho para chegar ao edifício é bem adentrado à mata e não ha pavimentação, ou seja, o contato direto com a natureza é intensificado. Aos poucos, a medida que se avança no caminho, inicia-se uma percepção visual e auditiva do edifício. Visualizamos partes do edifício em meio as árvores, até que se alcança uma visão mais ampla do mesmo. Ele se localiza de forma um pouco elevada em relação ao relevo do entorno, por isso, subimos uma rampa até a entrada principal.
A galeria, por possui as quatro fachadas envidraçadas, estabelece uma relação muito estreita com a natureza ao seu redor. O verde serve de pano de fundo para quase todas as obras expostas dentro da galeria.
A maior parte das obras estão espalhadas ao longo do primeiro andar, formando um local de percurso e exposição em volta de um volume central, onde se situa a rampa de acesso à um mezanino central e ao andar inferior,  onde se situam outras obras do artista.

Croqui interno.
Croqui externo.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Crítica ao objeto interativo

Objeto da Clara
Acredito que o objeto use de recursos finalísticos para seu funcionamento mas acaba sendo programático por levar em consideração o desejo do usuário e dando possibilidades para que façam diferentes ligações. Porém, não percebo a dialógica presente no objeto, pois seu usuário fará as ligações e acontecerá algo já esperado, sem despertar grandes respostas à própria resposta do objeto. 
A eletrônica, nesse caso, ajuda a incentivar a interação com o objeto, pelo efeito visual, mas não por muito tempo. Acredito que as partículas coloridas dentro dos canudos acabam fazendo melhor esse papel do que a própria eletrônica e poderiam ter sido mais exploradas.
O acabamento prejudica bastante o objeto tanto funcionalmente quando visualmente. Os materiais usados não foram tão bem trabalhados e acabaram ficando frágeis para o manuseio.
Por fim, a interação com o objeto fica restrita a ligar ou desligar os leds e manusear o objeto, girando-o. Acredito que o seu movimento poderia ser melhor explorado e integrado com a eletrônica, para que houvesse uma interação mais dialógica.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pergunta para discussão sobre virtual

A partir dos textos lidos, que tratam sobre virtualidade, dialógica e assuntos derivados, elaboramos uma questão:
Como valorizar a magia da experiencia em detrimento à magia da ignorância mesmo usando a tecnologia?

Objeto em grupo a ser fabricado digitalmente

A partir de dois objetos escolhidos, nos reunimos e pensamos em um objeto que mantivesse a ideia de expressão e a sensação de esta ser feita às cegas.
O resultado foi uma interface onde, de um lado, manipula-se imãs e, de outro, se vê desenhos variados com a limalha de ferro.








Objetos escolhidos pelos grupos de para informar o projeto do objeto a ser fabricado digitalmente

Primeiro objeto: Expressão às cegas, de Larissa Paim:

Segundo objeto: Expressão e estímulo à criatividade, de Gabriela Freitas:


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Apropriações corporais do espaço

Existem inúmeras formas de apropriação do espaço. Algumas delas são realizadas através do corpo, alguns exemplos são: Parkour, Deriva, Flaneur, Rolezinhos, Flash mob e Skateboarding. Em que consiste cada uma dessas apropriações?
O Parkour ou Le Parkour é um movimento que se iniciou baseado na prática de treinos militares que foram trazidos para a prática fora dos locais de treinamento, ou seja, no próprio espaço urbano. A prática consiste em traçar um objetivo e fazer todos os esforços para alcança-lo. De forma mais concreta, os praticantes estabelecem uma meta de um local a se chegar e se locomovem até ele, vencendo todos os obstáculos que encontram. Dessa forma, desenvolvem a habilidade de avaliar riscos, superar dificuldades e aprimoramento do condicionamento físico e psicológico. 
A Teoria da Deriva já possui uma premissa completamente diferente do Parkour. Nessa prática, não há um local-objetivo. Caminha-se pela cidade, deixando-se levar pelos fluxos e correntes nela existentes. Objetiva-se, então, a existência do que chamam de dominações psicogeográficas do local. Dessa forma, obtém-se informações sobre o que faz uma pessoa, em deriva, virar à esquerda e não seguir reto, por exemplo. 
O Flâneur também é o ato de caminhar, sem um rumo pre-estabelecido. Porém, não se tem como objetivo observar alguma especie de influencia psicológica do espaço sobre a pessoa. A prática é pautada em andar e observar os elementos, atentando-se aos detalhes da cidade, principalmente no que diz respeito à sua história e suas mudanças ao longo do tempo.
Os Rolêzinhos são movimentos mais recentes. São jovens, normalmente de classes econômicas mais baixas, que marcam grandes encontros em shopping centers com o intuito de se divertir. A grande questão desses encontros é a reação das pessoas que normalmente frequentam os shopping e os lojistas do local, que discriminaram e não aceitaram bem a presença dos jovens no local. Dessa forma, o movimento ganhou um cunho mais politizado, levantando questões de descriminação, preconceito e desigualdade social.
Os Flash Mobs também são apropriações recentes e que usam de ferramenta as tecnologias atuais para acontecer. Pela internet, marcam um horário e local de encontro para realizarem alguma perfomance, normalmente de dança. Esse ato, tem o objetivo de impactar e trazer alguma mensagem em meio ao cotidiano dos transeuntes do local no momento do acontecimento do flash mob.
Por ultimo, o Skateboarding, esporte que derivou da vontade de praticar as manobras do surf fora da praia. O skatista apropria-se se aparelhos urbanos para fazer suas manobras e se locomover pela cidade, tal como corrimãos, escadas, rampas, irregularidades nas calçadas, etc. Assim, dão uma interpretação totalmente diferente do comum ao meio urbano, percebendo-o de uma forma corporal e mediada pelo proprio skate e suas limitações e potencialidades.

Documentário - Um Lugar ao Sol

O documentário Um Lugar ao Sol, de Gabriel Mascaro, trata de um compilado de entrevistas com algumas das pessoas mais influentes do Brasil, residentes de coberturas.
Todos entrevistados destacam o previlégio de se morar em uma cobertura, destacando pontos como privacidade, vista, isolamento, segurança e status social. Mas, o que mais chama a atenção, é a alienação dessas pessoas. Em várias respostas, os entrevistados proferem falas carregadas de um preconceito consolidado por seu modo de vida e classe social. Destaca-se, por exemplo, uma moradora que diz que possui vista diária para ‘fogos de artificios’ e que é muito bonito, se referindo à troca de tiros das favelas.
Além disso, o documentário mostra imagens que retratam muito do sistema da construção civil atual e suas consequências. Imagens simples mas que adquirem caráter poético no contexto que são inseridas.

Dessa forma, Um Lugar ao Sol, traz a tona uma realidade que muitas vezes não se atenta. A produção imobiliária e sua especulação vem alimentando um sistema de, cada vez maior, isolamento entre classes. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Seminário de Design de Interação e Debate sobre interatividade e virtualidade

Para a apresentação e discussão no seminário, foram escolhidos pelo nosso grupo o artista Rafael Lozano-Hemmer e o institudo TISCH School of The Arts.
Rafael Lozano-Hemmer, dentre suas inúmeras instalações e intervenções, trabalha bastante com a interação com o corpo e com os sentidos humanos. As obras escolhidas deixam esse propósito bem evidente, são elas:


Resultado de imagem para sandbox Rafael Lozano-Hemmer


Resultado de imagem para pulse park Rafael Lozano-Hemmer

A TISCH School of The Arts, com recursos mais limitados, consegue interações bem criativas. Por serem experimentos de alunos, são eventos de menor escala, mas promovem interações interessantes também.



Wearable jackets

Evento Cultural - Palestra com o curador da exposição Mondrian e o Movimento De Stijl - CCBB




A palestra foi esclarecedora nos assuntos que se tratam do Movimento de Stijl e a obra de Mondrian.
O curador e ministrante da palestra, comentou sobre a visão do estilo, que foi um movimento pós-guerra. Como o movimento construiu sua linguagem propria em conjunto com vários intelectuais e como isso repercutiu em vários locais diferentes.
A respeito da relação do De Stijl com outras áreas, destaca-se a arquitetura. Apesar da dificuldade da integração dessas duas áreas, alguns exemplos foram marcantes. O exemplo mais comentado foi o arquiteto Rietveld e, principalmente, o projeto da Residência Rietveld Schroder.
Além disso, foram mostrados e comentados exemplos de design produzidos por adeptos ao movimento: cadeiras, luminárias, outros mobiliários.
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Croquis - Museu de Arte da Pampulha








sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Protótipo Objeto Programático

A ideia foi criar um objeto maleável, que pudesse ser moldado de qualquer forma, de acordo com a preferência do usuário.

domingo, 14 de agosto de 2016

Flusser: Finalística, Causalística e Programática.

A discussão desse texto gira em torno de três conceitos: a finalística, a causalística e a programática. A lógica de cada um desses conceitos pode ser relacionada com a liberdade de criação que cada um pode proporcionar.
Primeiramente, a lógica da finalística, pode restringir a liberdade visto que se define o resultado a partir do futuro. Esse conceito é pautado em decisões tomadas afim de atingir um objetivo pré-definido.
Na causalística, as coisas acontece como consequência de uma causa. A liberdade, nesse caso, é restrita pelo passado.
A programática, considerada a lógica mais livre, não tem restrição nem do passado ou do futuro. No modo de pensamento programático os eventos ocorrem ao acaso, sem se prender à alguma regra específica.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Relação entre objetos apresentados

Meu objeto: câmera fotográfica antiga
Objetos relacionados: taça de vinho e caderno de anotações sem pauta.
Relação entre eles: Esses objetos incorporam para si estímulos do mundo exterior, modificando-se.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Crítica à um croqui

Croqui escolhido:
http://giovannadegiacomo.blogspot.com.br/2016/08/croqui-2.html


A perspectiva está ''confusa'', pois ao mesmo tempo que se dá a impressão de que se está vendo o edifício de um ponto de vista relativamente alto, está representada a parte inferior do edifício, como se estivesse vendo de um ponto mais abaixo. Além disso, a falta da representação da lateral direita do edifício também prejudica a compreensão do desenho.
O traço está forte e dá um contraste que valoriza o desenho.
O desenho das árvores poderia ter um traço mais solto para dar uma noção melhor de como as árvores interferem na visão do local.
A perspectiva dos brises do lado direito foi representada com cuidado e deu uma boa ideia de como é na realidade.

Croquis internos e externos da Escola de Arquitetura










domingo, 7 de agosto de 2016

Arquitetura e Roupa

Pensar o que a arquitetura proporciona ao homem que a roupa não consegue proporcionar parece ter uma resposta óbvia, até que dedicamos alguns segundos a mais para refletir sobre. Uma roupa, se bem pensada, pode nos protejer de intempéries, pode expressar a identidade de alguém, pode nos abrigar e pode nos protejer da violência atual. Pela ótica de quem vive em uma sociedade atual, urbanizada, acaba ficando complicado ver o que a arquitetura faz por nós que a roupa não poderia fazer. Porém, se dermos um (milhares) passos para trás, podemos entender. O homem primitivo, na natureza intocada, selvagem, encontrou nas cavernas um abrigo. Um abrigo que o protegia dos obstáculos da natureza: sol, chuva, ataque de animais. O que esse abrigo proporcionou ao homem, provavelmente não poderia ser proporcionado por uma vestimenta criada por ele, com as ferramentas que ele tinha para cria-las. Além de ser mais prático apropiar-se de uma proteção sólida já existente. A partir disso, cria-se uma cultura. Ter um teto sob sua cabeça proporcionou ao homem uma vivencia íntima dentro de um espaço determinado. Dentro desse espaço existem possibilidades; pode-se armazenar coisas, viver em conjunto, privar-se de um mundo mais externo, dentre outros. A sociedade foi se desenvolvendo e perpetuando essa cultura, de forma que, hoje em dia, ela se encontra tão solidificada e desenvolvida, que se tornou inviável e inpensável para o homem uma vida sem o objeto arquitetônico.

Design: obstáculo para remoção de obstáculos?

O ato de projetar objetos para superar obstáculos é recorrente na vida do ser humano desde os primórdios. O que é ressaltado no texto ''DESIGN: OBSTÁCULO PARA A REMOÇÃO DE OBSTÁCULOS?'' é, principalmente, a importância de um projetar responsável. Atualmente, o projetista é muito atraído para a criação de um objeto focado específicamente para resolver certos problemas, afim de obter um desenvolvimento e um avanço significativo naquele ponto em específico. Mas, a responsabilidade de um projeto deveria ser considerada em um cenário mais amplo. O ideal seria considerar a aplicação desse projeto em uma situação que envolvem mais
fatores do que um apenas um problema em particular. Considerar um contexto, uma funcionalidade razoável em um bom espaço de tempo e que seja útil a uma parcela maior de pessoas, é o que entendo como um ato de criar responsável e necessário na conjuntura atual, onde se projeta novas coisas desenfreadamente (e, talvez, desnecessariamente).

Animação Cultural

Em seu texto, Flusser, concede aos objetos um posicionamente que, inicialmente, nos parece bastante surreal; o de se organizarem e debaterem sobre uma revolução entre eles. Ao passo que o texto se desenvolve, esse 'poder' dos objetos parece ser cada vez mais coerente com a nossa realidade atual. Tendemos a ter uma posição arrogante sobre os objetos porque os vemos como produtos nossos, que não existiriam se não fossem criados por nós. De fato, somos nós os criadores e projetistas dos objetos. Mas, o que o texto nos mostra, de uma forma quase irônica, é que os objetos falam; nos dão possibilidades, mas também nos limitam. De uma forma mais prática, o material, formato, tamanho e funcionalidade de um objeto condiciona nossos atos em torno dele.  Uma mesa redonda, criada por nós, nos induz a sentar em circulo, centralizar uma discussao, enfrentar os outros participantes da mesa. Dessa forma, no fim, não parece tão surreal que os objetos falem e tenham o direito de aplicar sua objetividade sobre a nossa realidade. Além de tudo, é importante ressaltar, dando maior enfoque na sociedade contemporânea, uma maior dependência, não dos objetos, mas da CRIAÇÃO de objetos para exercer tarefas por nós. O homem está transferindo cada vez mais funções aos objetos que cria e, aparentemente, se aproximando cada vez mais da revolução dos objetos sobre o ser humano.