domingo, 7 de agosto de 2016

Animação Cultural

Em seu texto, Flusser, concede aos objetos um posicionamente que, inicialmente, nos parece bastante surreal; o de se organizarem e debaterem sobre uma revolução entre eles. Ao passo que o texto se desenvolve, esse 'poder' dos objetos parece ser cada vez mais coerente com a nossa realidade atual. Tendemos a ter uma posição arrogante sobre os objetos porque os vemos como produtos nossos, que não existiriam se não fossem criados por nós. De fato, somos nós os criadores e projetistas dos objetos. Mas, o que o texto nos mostra, de uma forma quase irônica, é que os objetos falam; nos dão possibilidades, mas também nos limitam. De uma forma mais prática, o material, formato, tamanho e funcionalidade de um objeto condiciona nossos atos em torno dele.  Uma mesa redonda, criada por nós, nos induz a sentar em circulo, centralizar uma discussao, enfrentar os outros participantes da mesa. Dessa forma, no fim, não parece tão surreal que os objetos falem e tenham o direito de aplicar sua objetividade sobre a nossa realidade. Além de tudo, é importante ressaltar, dando maior enfoque na sociedade contemporânea, uma maior dependência, não dos objetos, mas da CRIAÇÃO de objetos para exercer tarefas por nós. O homem está transferindo cada vez mais funções aos objetos que cria e, aparentemente, se aproximando cada vez mais da revolução dos objetos sobre o ser humano.

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