domingo, 7 de agosto de 2016
Arquitetura e Roupa
Pensar o que a arquitetura proporciona ao homem que a roupa não consegue proporcionar parece ter uma resposta óbvia, até que dedicamos alguns segundos a mais para refletir sobre. Uma roupa, se bem pensada, pode nos protejer de intempéries, pode expressar a identidade de alguém, pode nos abrigar e pode nos protejer da violência atual. Pela ótica de quem vive em uma sociedade atual, urbanizada, acaba ficando complicado ver o que a arquitetura faz por nós que a roupa não poderia fazer. Porém, se dermos um (milhares) passos para trás, podemos entender. O homem primitivo, na natureza intocada, selvagem, encontrou nas cavernas um abrigo. Um abrigo que o protegia dos obstáculos da natureza: sol, chuva, ataque de animais. O que esse abrigo proporcionou ao homem, provavelmente não poderia ser proporcionado por uma vestimenta criada por ele, com as ferramentas que ele tinha para cria-las. Além de ser mais prático apropiar-se de uma proteção sólida já existente. A partir disso, cria-se uma cultura. Ter um teto sob sua cabeça proporcionou ao homem uma vivencia íntima dentro de um espaço determinado. Dentro desse espaço existem possibilidades; pode-se armazenar coisas, viver em conjunto, privar-se de um mundo mais externo, dentre outros. A sociedade foi se desenvolvendo e perpetuando essa cultura, de forma que, hoje em dia, ela se encontra tão solidificada e desenvolvida, que se tornou inviável e inpensável para o homem uma vida sem o objeto arquitetônico.
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