quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Crítica ao objeto interativo

Objeto da Clara
Acredito que o objeto use de recursos finalísticos para seu funcionamento mas acaba sendo programático por levar em consideração o desejo do usuário e dando possibilidades para que façam diferentes ligações. Porém, não percebo a dialógica presente no objeto, pois seu usuário fará as ligações e acontecerá algo já esperado, sem despertar grandes respostas à própria resposta do objeto. 
A eletrônica, nesse caso, ajuda a incentivar a interação com o objeto, pelo efeito visual, mas não por muito tempo. Acredito que as partículas coloridas dentro dos canudos acabam fazendo melhor esse papel do que a própria eletrônica e poderiam ter sido mais exploradas.
O acabamento prejudica bastante o objeto tanto funcionalmente quando visualmente. Os materiais usados não foram tão bem trabalhados e acabaram ficando frágeis para o manuseio.
Por fim, a interação com o objeto fica restrita a ligar ou desligar os leds e manusear o objeto, girando-o. Acredito que o seu movimento poderia ser melhor explorado e integrado com a eletrônica, para que houvesse uma interação mais dialógica.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pergunta para discussão sobre virtual

A partir dos textos lidos, que tratam sobre virtualidade, dialógica e assuntos derivados, elaboramos uma questão:
Como valorizar a magia da experiencia em detrimento à magia da ignorância mesmo usando a tecnologia?

Objeto em grupo a ser fabricado digitalmente

A partir de dois objetos escolhidos, nos reunimos e pensamos em um objeto que mantivesse a ideia de expressão e a sensação de esta ser feita às cegas.
O resultado foi uma interface onde, de um lado, manipula-se imãs e, de outro, se vê desenhos variados com a limalha de ferro.








Objetos escolhidos pelos grupos de para informar o projeto do objeto a ser fabricado digitalmente

Primeiro objeto: Expressão às cegas, de Larissa Paim:

Segundo objeto: Expressão e estímulo à criatividade, de Gabriela Freitas:


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Apropriações corporais do espaço

Existem inúmeras formas de apropriação do espaço. Algumas delas são realizadas através do corpo, alguns exemplos são: Parkour, Deriva, Flaneur, Rolezinhos, Flash mob e Skateboarding. Em que consiste cada uma dessas apropriações?
O Parkour ou Le Parkour é um movimento que se iniciou baseado na prática de treinos militares que foram trazidos para a prática fora dos locais de treinamento, ou seja, no próprio espaço urbano. A prática consiste em traçar um objetivo e fazer todos os esforços para alcança-lo. De forma mais concreta, os praticantes estabelecem uma meta de um local a se chegar e se locomovem até ele, vencendo todos os obstáculos que encontram. Dessa forma, desenvolvem a habilidade de avaliar riscos, superar dificuldades e aprimoramento do condicionamento físico e psicológico. 
A Teoria da Deriva já possui uma premissa completamente diferente do Parkour. Nessa prática, não há um local-objetivo. Caminha-se pela cidade, deixando-se levar pelos fluxos e correntes nela existentes. Objetiva-se, então, a existência do que chamam de dominações psicogeográficas do local. Dessa forma, obtém-se informações sobre o que faz uma pessoa, em deriva, virar à esquerda e não seguir reto, por exemplo. 
O Flâneur também é o ato de caminhar, sem um rumo pre-estabelecido. Porém, não se tem como objetivo observar alguma especie de influencia psicológica do espaço sobre a pessoa. A prática é pautada em andar e observar os elementos, atentando-se aos detalhes da cidade, principalmente no que diz respeito à sua história e suas mudanças ao longo do tempo.
Os Rolêzinhos são movimentos mais recentes. São jovens, normalmente de classes econômicas mais baixas, que marcam grandes encontros em shopping centers com o intuito de se divertir. A grande questão desses encontros é a reação das pessoas que normalmente frequentam os shopping e os lojistas do local, que discriminaram e não aceitaram bem a presença dos jovens no local. Dessa forma, o movimento ganhou um cunho mais politizado, levantando questões de descriminação, preconceito e desigualdade social.
Os Flash Mobs também são apropriações recentes e que usam de ferramenta as tecnologias atuais para acontecer. Pela internet, marcam um horário e local de encontro para realizarem alguma perfomance, normalmente de dança. Esse ato, tem o objetivo de impactar e trazer alguma mensagem em meio ao cotidiano dos transeuntes do local no momento do acontecimento do flash mob.
Por ultimo, o Skateboarding, esporte que derivou da vontade de praticar as manobras do surf fora da praia. O skatista apropria-se se aparelhos urbanos para fazer suas manobras e se locomover pela cidade, tal como corrimãos, escadas, rampas, irregularidades nas calçadas, etc. Assim, dão uma interpretação totalmente diferente do comum ao meio urbano, percebendo-o de uma forma corporal e mediada pelo proprio skate e suas limitações e potencialidades.

Documentário - Um Lugar ao Sol

O documentário Um Lugar ao Sol, de Gabriel Mascaro, trata de um compilado de entrevistas com algumas das pessoas mais influentes do Brasil, residentes de coberturas.
Todos entrevistados destacam o previlégio de se morar em uma cobertura, destacando pontos como privacidade, vista, isolamento, segurança e status social. Mas, o que mais chama a atenção, é a alienação dessas pessoas. Em várias respostas, os entrevistados proferem falas carregadas de um preconceito consolidado por seu modo de vida e classe social. Destaca-se, por exemplo, uma moradora que diz que possui vista diária para ‘fogos de artificios’ e que é muito bonito, se referindo à troca de tiros das favelas.
Além disso, o documentário mostra imagens que retratam muito do sistema da construção civil atual e suas consequências. Imagens simples mas que adquirem caráter poético no contexto que são inseridas.

Dessa forma, Um Lugar ao Sol, traz a tona uma realidade que muitas vezes não se atenta. A produção imobiliária e sua especulação vem alimentando um sistema de, cada vez maior, isolamento entre classes. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Seminário de Design de Interação e Debate sobre interatividade e virtualidade

Para a apresentação e discussão no seminário, foram escolhidos pelo nosso grupo o artista Rafael Lozano-Hemmer e o institudo TISCH School of The Arts.
Rafael Lozano-Hemmer, dentre suas inúmeras instalações e intervenções, trabalha bastante com a interação com o corpo e com os sentidos humanos. As obras escolhidas deixam esse propósito bem evidente, são elas:


Resultado de imagem para sandbox Rafael Lozano-Hemmer


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A TISCH School of The Arts, com recursos mais limitados, consegue interações bem criativas. Por serem experimentos de alunos, são eventos de menor escala, mas promovem interações interessantes também.



Wearable jackets

Evento Cultural - Palestra com o curador da exposição Mondrian e o Movimento De Stijl - CCBB




A palestra foi esclarecedora nos assuntos que se tratam do Movimento de Stijl e a obra de Mondrian.
O curador e ministrante da palestra, comentou sobre a visão do estilo, que foi um movimento pós-guerra. Como o movimento construiu sua linguagem propria em conjunto com vários intelectuais e como isso repercutiu em vários locais diferentes.
A respeito da relação do De Stijl com outras áreas, destaca-se a arquitetura. Apesar da dificuldade da integração dessas duas áreas, alguns exemplos foram marcantes. O exemplo mais comentado foi o arquiteto Rietveld e, principalmente, o projeto da Residência Rietveld Schroder.
Além disso, foram mostrados e comentados exemplos de design produzidos por adeptos ao movimento: cadeiras, luminárias, outros mobiliários.
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Croquis - Museu de Arte da Pampulha